Teoria da Recordação

Por cada momento ou experiência que presenciamos na nossa vida, independentemente que tenha sido bom ou mau, mas intenso, entra automaticamente na nossa mente e a recordação lá fica até ao final das nossas vidas.

Posso caracterizar a recordação como um vídeo de pouca ou longa duração, dependendo da intensidade do acontecimento passado recordado, que ocupa o arquivo da nossa mente e se inicia automaticamente, sem podermos prever ou não a transmissão do mesmo. Poderá acontecer num período de tempo actual aborrecido, enquanto sonhamos, quando falamos com alguém que já pertenceu a uma recordação que nós vivamos, enfim, durante o nosso dia-a-dia uma qualquer invade os nossos olhos psicológicos e faz-nos prestar mais atenção que ao que os nossos próprios "olhos físicos" vêm.

Não chamo a isto desconcentração - chamo talvez um momento de repouso e conforto da alma, onde nos esquecemos do presente e relembramos com emoção a passada recordação, que nos reconforta independentemente das características da mesma.

Posso assim concordar que esta é uma transmissão de algo abstracto na nossa mente, transmissão esta que projecta algo inesquecível que aconteceu connosco em tempos passados, sendo isto um poder de que o Homem usufrui, assim como muitos outros.

O poder de recordar é uma paixão. Temos o direito de presenciar as vezes que quisermos aquilo de que gostámos mais de viver, de ouvir, de sentir, de olhar.

A recordação não é um poder insignificante.

É ,porém, um instrumento de ajuda para a chegada ao caminho da felicidade.

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